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segunda-feira, 14 de março de 2011

História de Joinville - Pioneiros já enfrentavam os alagamentos

Texto e fotos cedidas pela Professora do Município de Joinville Maica Rover Cadorin 

Nossa saga molhada começa em 1850, quando um grupo de pioneiros foi enviado para cá com o objetivo de preparar as terras para a futura chegada dos colonos. Seu líder era o representante da Sociedade Colonizadora de Hamburgo, Hermann Guenther, e coube a ele escolher o local da sede da colônia, optando pelas margens do rio Mathias, afluente do Cachoeira.
Quando os colonizadores de Joinville desembaracaram em 9 de março de 1851, bem em frente onde hoje é a prefeitura, (temos o monumento A Barca para comprovação) eles seguiram pela trilha aberta por caçadores às margens do Mathias, chegando até o abrigo cedido pela Sociedade Colonizadora onde hoje é a Biblioteca Municipal.
Se antes da chegada dos pioneiros já viviam portugueses na região dos futuros bairros Bucarein e Itaum, áreas mais drenadas e menos propensas à inundações, por que a escolha de um terreno pantanoso como centro da nossa futura cidade? A decisão de Guenther resultou em sua demissão dois anos mais tarde, porém os colonos já haviam se estabelecido. Foram tempos difíceis e muitos voltaram para sua terra natal e os que ficaram construíram nossa cidade em volta daquela área alagadiça. 
No plano diretor de 1973 já se sabia que regiões no Vila Nova, Morro do Meio, Jardim Sofia e outros bairros da cidade inundavam. Mas ninguém morava por lá, então ninguém sofria. 
Com o aumento da população crescem os problemas. As regiões alagam mais, pois há mais lixo jogado nos mananciais, o povo sofre mais e uma solução definitiva provavelmente nunca será encontrada. O próprio rio Mathias corre hoje sufocado por galerias abaixo de onde é a Wetzel, passando por baixo do estacionamento do shopping Mueller, seguindo por todas as lojas da rua nove de março, terminal central, Abel Schulz e finalmente deságua no rio Cachoeira.
Década 10 (1910) Rua Príncipe c/ 9 de março



Década 20 (1920) Rua xv (Cine Palácio) atual Igreja Universal


Década 20 (1920) Rua do Príncipe

Década 50 (1950) Praça Nereu Ramos
Década 70 (1970) Av. Getúlio Vargas

3 comentários:

Adilson Girardi disse...

Muito boa a ideia do texto. No Vila Nova, quando foi implantada a atual rua XV de Novembro (na época conhecida como Estrada Blumenau), praticamente os dois lados da via eram região alagadiça. Com os aterros para implantar os loteamentos, as regiões de espraiamento das águas se restringiram aos pontos mais baixos qu restaram...daí as enchentes.

M@ic@ disse...

Olá
Recebi o material de uma amiga por e-mail e repassei.
Não sei quem foi o criador original do texto!

Ricardo Luiz disse...

Muitas cidades são construídas sobre terenos alagadiços e não alagam... O que é feito hoje é o que nos interessa, não o que os prefeitos da década de 10 fizeram, nem o que os 'pseudo-colonizadores', que fizeram a besteira de construir naquele manguezal que é o nosso centro.