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quinta-feira, 10 de março de 2011

A utopia na igualdade da Reposição Salarial

Quando se fala em reposição salarial, entende-se que todos serão agraciados de forma igual, mas na prática isto nem sempre funciona. O Brasil como as demais nações do mundo, contaminados com a forma de conduzir sua estabilidade econômica, praticam seu senso de justiça para com o salário dos trabalhadores através da percentagem (%).
Este tipo de porção dado de um valor não traz a verdadeira justiça para todos, ou seja, aplicado a porcentagem, em reposição salarial individualmente, trás diferenças significantes para este ou aquele trabalhador e assim, a reposição se torna em um ato de parcialidade onde o trabalhador que recebe mais sempre será contemplado para um melhor poder de compra.
A princípio, falar em injustiça neste método aplicado atualmente, pode ser considerado um pouco confusa, mas veja como numa conta simples é provado o equívoco:

Um trabalhador, por exemplo, que receba R$ 100,00 e outro R$ 200,00, tem em sua diferença salarial, e assim se entende, a responsabilidade do cargo. Pois bem...havendo reposição salarial de 10%, e não estamos falando de aumento de salário, o primeiro recebe + R$ 10,00 e o segundo + R$ 20,00 acima do salário...e a diferença no poder de compra já se evidencia...um pode comprar com a reposição salarial, por exemplo, 1 Quilo de feijão e o outro 2 quilos feijão.
Ora, quando falamos em reposição salarial...deveria ser de forma imparcial e assim num vício global...o que está rico cada vez fica mais rico e o pobre...
Verificado desta forma...os dois recebem reposição de R$ 10,00, mas o segundo recebe, além disto, mais um aumento de R$ 10,00, pois, como já foi dito, reposição salarial deve ser igual a todos no poder de compra se não já é entendido como aumento para o outro. Sendo aplicado o método de percentual...acontecerá sempre/sucessivamente até que um Plano de Salário e também a máquina administrativa chega ao seu ápice de insustentabilidade e necessita de uma revisão ou até uma nova moeda.

Sendo assim...sempre que for aplicado a percentagem no salário do trabalhador, sem que haja a conversão para o valor moeda, existirá a injustiça...principalmente para aquele com menor remuneração.

Um comentário:

Anônimo disse...

Como a matemática é linda! Na sua simulação o poder de compra dos dois "sujeitos" permanece igual, antes e depois do reajuste. R$200,00 é o dobro de R$100,00 e R$220,00 também é o dobro de R$110,00. A diferença proporcional no salário das duas situações é igual. O problema não é matemático e nem nunca será. O problema está no sistema.

Mas parabéns por mostrar como realmente pensa. Ou seja, quer que aquele cara que ganha um pouquinho mais pague com o seu salário pela injustiça do sistema. Por exemplo, um professor que conseguiu crescer na vida, ganhe R$3.000,00 e já está adaptado a um padrão de vida vai ter que bancar a exploração do nosso sistema que paga R$670,00 para um agente comunitário de saúde? A pessoa que ganha mais não tem direito de receber o REAJUSTE correto?

O que é inaceitável é que alguém seja obrigado a viver com um salário mísero. É papel das entidades de luta que a desigualdade seja sim compensada, mas sem prejudicar os outros companheiros.