Participe, faça o Registro - clique em Seguir - é grátis

Para encontrar um assunto no blog digite uma palavra abaixo em Pesquisar ou acesse arquivos.

Pesquisar este blog

Mais assuntos acesse Arquivos do Blog

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Responsabilidade sobre uma Greve de Servidores Públicos


                         O direito de Greve é previsto na Constituição Brasileira e assim todas as classes de trabalhadores podem por meio de greve se manifestar sem que tenha o temor de ser demitido. Entretanto fazer greve não significa abono dos dias em que houve a paralisação...esta particularidade muitas vezes não é bem esclarecida pelos sindicatos. O entendimento sobre greve é simples e prático...Direito a paralisação/sem demissão e Direito a paralisação/sem remuneração. Isto não é uma contradição e sim uma questão de justiça para quem permanece na ativa e tem sobrecarga de trabalho.

Os servidores do Hospital Municipal São José de Joinville, decidiram nesta terça-feira, dia 18 de agosto, suspender a greve que se iniciou no dia 13 de julho.....os vereadores aprovaram um projeto onde 50% dos dias paralisados sejam abonados e o restante recuperado.

O executivo municipal a princípio não aceita tal condição e propõe o desconto de 50% dos dias paralisados e os demais dias recuperados pelos grevistas....o projeto aprovado pelos vereadores deve ser vetado ou não pelo prefeito Udo....o que deve acontecer nos primeiros dias.

A questão agora já não é mais o corte de insalubridade ou periculosidade conforme laudo técnico...fato que desencadeou a greve de alguns servidores do Hospital São José em Joinville...e sim o corte dos dias paralisados.

O que é necessário entender, e isto toda a população Joinvilense deve concordar, que é injusto alguém receber salário sem ter definitivamente trabalhado...e recuperar o dia não trabalhado não soluciona os prejuízos ocasionados previamente, principalmente na área pública onde a saúde é primordial no ser humano.

A responsabilidade de greve deve ser entendida, independente do resultado final, sempre de quem a deflagrou e nunca o contrário, pois neste caso; como o município pode ser responsabilizado pelo agravo na saúde pública se quem  iniciou e a promoveu foi o servidor que deveria primar pela vida humana?


Nenhum comentário: